Brasil x Colômbia: o que aprendi ao comparar dois modelos de ensino superior na prática

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🎯 1. Escala vs. Coerência Institucional

O Brasil é, sem dúvida, uma potência em escala. Nosso modelo de ensino superior, especialmente no setor privado, conseguiu expandir o acesso de forma impressionante, impulsionado principalmente pelo EAD.

A Colômbia, por outro lado, cresce com mais equilíbrio. O que se percebe é uma forte coerência entre:

  • missão institucional
  • modelo acadêmico
  • execução estratégica

A UNIMINUTO é um exemplo emblemático: conseguiu escalar com capilaridade nacional sem perder sua essência de inclusão social.

💻 2. EAD: industrialização vs. integração

No Brasil, o EAD atingiu níveis de industrialização:

  • alta escala
  • padronização
  • forte eficiência de custos

Na Colômbia, o EAD segue um caminho diferente:

  • mais integrado ao projeto pedagógico
  • conectado ao território e às comunidades
  • com maior preocupação com a experiência do aluno

O resultado? Menos escala — mas maior coerência acadêmica.

🏛️ 3. Governança e Planejamento: um diferencial silencioso

Um dos pontos que mais me chamou atenção foi o nível de maturidade na gestão institucional.

Na Pontificia Universidad Javeriana, por exemplo, o planejamento estratégico não é apenas um documento — é um sistema vivo, com:

  • metas claras
  • indicadores bem definidos
  • integração total com a missão institucional

Isso ainda é um desafio relevante no Brasil, onde muitas instituições operam com foco mais operacional do que estratégico.

🌍 4. Internacionalização como estratégia (e não discurso)

A Universidad de los Andes demonstra como a internacionalização pode ser um verdadeiro ativo competitivo:

  • presença em rankings globais
  • parcerias internacionais estruturadas
  • forte atração de estudantes e professores

No Brasil, ainda avançamos de forma tímida nesse aspecto.

💼 5. Educação continuada e conexão com o mercado (inovação e patentes)

Outro ponto de destaque é o papel da educação continuada.

Na Colômbia, especialmente na Universidad de los Andes, ela é tratada como parte central da estratégia institucional — diretamente conectada à empregabilidade e às demandas do mercado. Vale ressaltar a proximidade com o mercado visando o desenvolvimento de projetos aplicados, inovação e patentes.

A Colômbia percebeu que as Universidades têm a necessidade de desenvolver fontes alternativas de financiamento de suas operações, para além das mensalidades da Graduação e da Pós-Graduação. No Brasil, em muitos casos, essa preocupação ainda ocupa um papel secundário.

🚀 Conclusão

Se eu tivesse que resumir em poucos pontos:

👉 O Brasil ensina como escalar. 👉 A Colômbia mostra como crescer com identidade e sustentabilidade.

O grande desafio — e também a grande oportunidade — está na combinação desses dois modelos:

  • escala com propósito;
  • eficiência com qualidade e sustentabilidade; e
  • crescimento com coerência institucional

Essa é, na minha visão, a próxima fronteira da educação superior na América Latina.

por Jose Carlos Pacheco Coimbra
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